“Há dias em que sou visitado por um sentimento mais negro que a mais negra melancolia — o desprezo pelos homens. Que não haja qualquer dúvida sobre o que desprezo, sobre quem desprezo: é o homem de hoje, do qual desgraçadamente sou contemporâneo.” Friedrich Nietzsche
sujeito indeterminado
essa quantidade de compartilhamento é o barulho mais silencioso dos tempos. poluem, sujam meus olhos, xingam, mal dizem, boicotam e se reafirmam dezenas de vezes em horas. dizem para causar agito, em vão e não.
a venda não é do corpo, é da alma (que já nem vale tanto)
e com esse ruido que nada diz e leva a lugar algum, se escondem.
quem são estes? o que comem? o que vestem? o que lhes pertencem? são ricos? são pobres? quem são teus pais? qual a tua religião? qual a música que canta você? quem você amou? o que te faz gozar?
mentirosos. por profissão e por medo.
- satanás para pra aprender com eles.
inventam sobrenomes, nomes, personagens cansativos. inventam palavras erradas e cospem na verdade (da verdade que eles fogem)
tudo registrado e rapidamente esquecido, um memorial no vazio. não se pode pegar, não se pode ter. é falso.
diego ponciano, sp-2012


